quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Um sonho possível



Bom, assisti este fim de semana ao filme "Um sonho possível" e um pouco antes (uma hora) assisti ao filme "Pride". Os dois tratavam praticamente do mesmo assunto. O Pride, um pouco melhor. Claro que Um sonho possível é muito bom, pelo menos eu gostei, mas achei o outro melhor como filme, uma boa estrutura. Os personagens é que eu acho que não foram muito bem desenvolvidos, o protagonista não ficou muito claro. Neste sentido o outro é melhor, pois tanto o personagem de Sandra Bullock quanto o de Quinton Aaron foram muito bem desenvolvidos. Na minha opinião, os dois filmes merecem ser vistos, talvez com alguma paciência no Um sonho possível, pois o filme é meiio lento, mas a história é de uma beleza impressionante.



Aliás, estava justamente pensando nos filmes com temas esportivos, no fato de que todos são bem parecidos. A grande parte provém de histórias reais e a estrutura é sempre a mesma: Começa com tristeza, ou seja, alguém sofre um acidente ou tem dificuldades financeiras (cresce em um local onde as pessoas têm poucas chances de sucesso) ou ainda tem um treinador insuportável. O protagonista (em geral o atleta ou seu treinador, podendo ainda ser uma equipe inteira) reluta muita em sua tarefa ou ainda têm dificuldades em desenvolver suas habilidades/táticas. Após um alto grau de sofrimento, em geral a equipe inteira se une, criando uma sensação emocionante e comovente em quem assiste. No caso de se tratar de um atleta apenas, ele aprende a jogar o esporte selecionado, com um certo destaque. Após um pouco de sucesso, vem mais dificuldades por aí. Ou uma briga entre o atleta e o técnico, ou uma grande lesão no atleta, ou a morte de alguém importante (um grande amigo e por vezes até o técnico), ou o atleta tem uma crise de soberba. Qualquer boa dificuldade serve. Há o estímulo final. Pode vir de uma massa de torcedores que não iam no estádio e de repente lotam "a casa" e as ruas. Pode ser também um personagem que chega para incentivar o atleta (talvez o presidente, como em Invictus), podendo ser o treinador que havia abandonado a todos. No caso de um time, pode ser que o capitão da equipe passe a tarefa final para o mais desastrado dos atletas, causando mais uma emoção no público. Chega então o jogo final, ou será a batalha final? Não há o que fazer, será contra o time mais difícil, que torne a tarefa praticamente impossível. Quase sempre (ok, pode tirar o quase) será contra o maior adversário de todos, que venceu o nosso protagonista no início ou durante o filme. E garanto que venceu com certa facilidade, deixando a sensação de que é impossível vencer. No final, o herói vence e na grande maioria das vezes recebe o reconhecimento do adversário derrotado. Acho que desde antes do Rocky era assim. Errei alguma coisa? Se errei, por favor me avisem, ok?
Mas, apesar de estar aqui fazendo esta brincadeira e de os filmes de esporte não serem bem vistos pela crítica ou por quem trabalha na área, eu gosto, pois acredito que é um tipo de filme que agrada o público, afinal, sempre são filmes emocionantes que te deixam com aquela sensação de que é possível superar os abstáculos mais difíceis da vida. Acho que é isso que leva o público a assistir estes filmes.
Enfim, aqui seguem o trailer de Um sonho possível. Aluguem que vale a pena dar uma conferida.



Um abraço e até a próxima.

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